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Archive for fevereiro \26\UTC 2010

Chama a vida

e esses cabelos

que eu terei que esquecer

e esses quadros

que estão aqui

porque te conheci.

Quando eu tenho que olhar pra eles

como se você não existisse pra mim

desde aquele tempo.

Que eu já não sei se faz mais

um ano, ou cinco meses

atrás

de você.

Tem alguém

um, ou dois

ou três.

Atrás de você

tem muita gente

atrás de você tem o rio

o descanso

tem o sol desse verão que passou.

Atrás de você tem o som

tem filme

novela.

Atrás de você tem um homem

um menino

tem eu

uma menina.

E hoje eu venho aqui

escrever sobre você.

Ouvindo rádio

na madrugada.

Porque sempre atrás de você

tinha música

sempre teve.

Desde a primeria vez que eu te vi.

Eu te vi

mas não te escutei

porque eu nunca te escuto

direito

porque tem esse telefone

porque você sente algo

que eu não sinto

que é só um pouco

de Céu

que foi o que você disse

que eu tenho Céu

ou

que Céu lembra de mim.

E que comeu todos os doces

que usa a caixa que eu fiz

pra guardar suas coisas

que prefere a poesia do outro

porque aquela é sublime demais

e parece intocável

não paupável.

Você realmente tem opinião sobre tudo

inclusive sobre poesia.

Engraçado

é que você sabe mesmo

sobre tudo isso.

Engraçado porque eu tenho que te esquecer

mesmo assim.

Porque além de opinar

você sabe dizer não

pra mim.

E engraçado

que dos três

que à viam

você disse pra mim

que não

que a vida está no meio

e que estamos no meio da vida.

Mais engraçado é

que você sabe dizer as coisas.

Que não ouviu todas as músicas que eu fiz pra você

mas falou o nome de quase todas elas

e que lembra de mim

e que comeu os doces.

Afinal, os doces você comeu

e é porque vocês sempre dizem

que foi pouco demais pra tudo isso

porque é sempre pouco demais.

Mas como o homem te disse

você tem que dizer não

e ser clara

e você foi.

Agora você vai

você foi.

Clara.

E hoje é última noite que eu não durmo porque te amo.

Agora eu vou dormir

te amando

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Estive observando

Essa planta dança

Conscientemente

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Pra não perder o hábito

Sem vontade escrever sobre a solidão

não me vem palavras

às vezes elas realmente não vem

e é engraçado como tudo é só

como tudo é um

único

cada parte

cada um

A foto na parede é um

e é só

Cada coisa é só

cada um é um

sozinho.

Por hoje é isso

e já fazia tempo.

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Engraçado, estive pensando.

Acho que ela nem sabe que eu escrevo poesias.

Por que?

Não deu tempo pra contar?

Não, deu, eu contei.

Mas não sei se ela teve tempo pra escutar.

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Vai

Resigna

respira e sorri pra esse mundo

de desconfiança

de ciúmes.

Desse ego.

Escuta o som das coisas

sente o que acontece em volta de você

e sorri novamente

e perdoa.

Releva.

Porque nada mais vale a pena.

Respeita.

Compreende cada um

e silencia.

Depois disso tudo

sorri

e respira.

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Não…

O coração eu mandei porque me sinto meio mole, e muitas vezes meio durona

 como você mesmo descreveu.

Sim, entendo.

Evitando verbalizar o que estou sentindo

 pra esquecer

 ou, simplesmente pra não lembrar.

Pensando no som do meu carro, no skate que eu quero comprar

 no rafting, nas Cataratas, no rapel, enfim…

 Em pintar camisetas

 caixas.

Isso virou um poema…

 perfeito…

É, é verdade.

Aí está o poema.

Eu fiquei pensando no quanto eu a amava

 fiquei pensando se essas coisas que eu sinto seriam amor mesmo

 ou carência.

 Então eu concluo que eu amo

 E, que sou carente.

Sorrio.

 Ela sorri.

Veja só que conclusão importante.

 Ou, duas conclusões importantes e sérias.

Outro poema

 Meu

 Nosso.

Penso que é isso mesmo que sinto.

 Carência x Amor

Carência contra Amor?

 É isso que tu sentes?

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