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Entre

Acaso

em minha casa

 

Joga o jogo

e joga fora as juras

 

Me leva pra dar voltas

Quem sabe eu não volte

 

Amar além do mar

não morar

 

Mais Circe

que Penélope

 

Des-ilhar

Ir-se

Já que não tinha muito pra dar.

Que é ausência de mim.

 

Esse vácuo que fica

Vácuo

Vacúolo

Vazio

Oco

 

Abstinência

 

Falta de sono

de fome

e de amor

próprio.

Sua confusão me magoa

 

São duas, três

ou quatro horas.

 

Você havia me pedido um poema

Aí está.

 

As vezes uma fotografia rasgada

Um poema pela metade

Um amor de final de semana.

 

Suas vozes me confundem

 

Injusto você me dizer que fui rápido demais

ou que eu sou muito disposta.

 

Sua confusão me confunde.

 

Acordo atônita em busca deste bloco de papel

 

Não

não se trata de insônia.

 

Aí está seu poema

Pessoa dura.

 

Fingindo maturidade procuro abafar a memória.

 

Um desenho pela metade

 

Enquanto as linhas surgiam

você decidia pelo ponto final da nossa história.

 

Fingindo falta de memória alega cansaço.

 

O respeito é o mais quente dos abraços.

 

Por que veio?

Por que foi embora?

 

E eu, aqui, fico em estado de arte

desperta.

 

É este o meu lugar errado.

 

Sua falta de vida

Infelizmente, me consola.

Procura-se

um amor analógico.